“Uma em cada quatro crianças já enviou pornografia pela rede, diz pesquisa”

Este é o título de uma matéria no site Telegraph.co.uk, do grupo do qual faz parte o jornal britânico Daily Telegraph.

Algumas das conclusões da pesquisa, além da que dá título à matéria, foram:

  • Uma em cada 20 crianças (com idades entre 6 e 15 anos) conversou com um desconhecido pela webcam e uma em cada 50 chegou a encontrar-se com um desconhecido que conheceu pela internet.
  • Mais de seis em cada 10 crianças (62%) disseram que mentiram para os pais sobre o que estavam vendo na rede e mais da metade  (53%) apagam o histórico do seu navegador de internet de modo que seu pais não consigam ver que sites eles estavam visitando.
  • Uma em cada nove crianças (11%) já agrediram alguém virtualmente ou já foram agredidas virtualmente elas próprias.

Observações:

  • Procurei pela pesquisa original na internet e não encontrei nada (se alguém encontrar peço que me envie o link). O artigo fala que foi a empresa Talk Talk, provedora de serviços de internet, que realizou a pesquisa. Não dá para saber se é uma pesquisa séria ou se é algo que foi feito pela internet mesmo (o que não seria nem um pouco confiável). Por outro lado, o jornal Daily Telegraph parece ser relativamente sério. E o fato de uma pesquisa patrocinada por uma empresa de internet trazer resultados que podem ser vistos como negativos para o acesso de crianças à internet faz-nos confiar um pouco mais nos resultados.
  • A matéria cita a psicóloga Tanya Byron. Além do site pessoal e do artigo na Wikipedia sobre ela,  encontramos na Internet também o seu relatório “Crianças mais seguras no mundo digital”. Este relatório levou o governo britânico a lançar a campanha “Clique Esperto, Clique Seguro” com o objetivo de proteger as crianças da pornografia e violência presente na internet.

No Twitter essa matéria já foi tuitada e retuitada várias vezes. Vejam por exemplo:

Conclusões:

  • O lado positivo é observar que já existe bastante gente preocupada com o acesso de crianças e jovens à internet.
  • O lado negativo é descobrir que estão tentando encontrar formar de manter as crianças na frente do computador. Por que? Acho muito mais útil que as crianças brinquem ao ar livre, pintem, aprendam a tocar instrumentos, façam experiências no laboratório (em vez de na tela do computador), leiam livros e materiais adequados à sua idade. Eu ainda prefiro orientar os pais a seguirem o lema do prof. Valdemar Setzer:

“Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, jogos eletrônicos, computadores e Internet!”

Safer Children in a Digital World: the report of the Byron Review

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